terça-feira, 21 de setembro de 2010

Robert Brandy

Nasceu em 1946 – Luxemburgo

Estudou

École des Beaux-Arts | Aix-en-Provence

Vive e trabalha em Luxemburgo

Já como um garoto de quatorze anos de idade ele sabia que seu destino era se tornar num artista e pintor. Influenciado pelo caminho da pintura de Cézanne, Brandy foi para a França em 1972, onde teve a sua educação na École des Beaux-Arts, em Aix-en-Provence. Foi então aí que entrou em contacto com a Escola de Nizza, com os acontecimentos do BEN e as pinturas de Bioulès e Vialat. Em 1976, Robert Brandy voltou para sua casa em Luxemburgo.

Através da sua obra, tem vindo a oferecer uma visão e uma concepção muito personalizada quer da pintura, quer da arte em geral. Seu método tem sido sempre uma exploração incessante que muitas vezes apresenta registos paralelos entre períodos clássico e moderno em diversos campos de pesquisa, tais como a base e forma, a utilização de colas naturais, acrílicos, pigmentos, a incorporação no seu trabalho de fragmentos de objectos e "escritos", etc.

Tem vindo a mostrar as suas obras de arte em diversas exposições nos vários cantos do mundo, tais como: E.U.A., Canadá, Rússia, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Suíça, Hungria, Jugoslávia, Holanda, Portugal, Dinamarca, Bélgica e em sua terra natal, Luxemburgo.

Araci Tanan

Nasceu em 1964 – Salvador, BA – Brasil

Estudou

Licenciada em Artes Plásticas pela Escola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia, em 1994.

Cursou no Mestrado em Artes Visuais, UFBA, duas matérias como aluna especial no ano de 2009 à 2010 | ” Seminário de Arte Contemporânea” e “Semiótica Visual”.

Na criação de Araci Tanan, frequentemente depararmos com a representação da figura feminina, muitas vezes inspiradas em contos de fadas que possuem raízes na mitologia e que complementadas segundo a artista “ pelo Kitsh, pela banda desenhada e pela moda”, servem para projectar signos que remetem o fruidor para o quotidiano contemporâneo.

Assim sua obras relacionam-se com o caminhar como um processo evolutivo da história da mulher; da primeira mulher atribuída de poderes mágicos, conectada com a natureza, à mulher actual, emancipada, que traz no seu imaginário todas as fases já vividas.

Desta forma a artista refere que “ Me interessa expressar principalmente a sua potência do uno e da multiplicidade, da inteligência e do corpo, da liberdade rompendo subordinações. Gosto de misturar o poético ao lúdico, o insólito ao real, a sensualidade à pureza, semiotizando diferenças “.

Araci Tanan, trabalhou como Layout-woman, Ilustradora e Directora de arte, entre 1984 à 1994. Realizou Cenários para Teatro, Cinema e Televisão em 1996, 1998, 1999. E a partir do ano de 2000 dedica-se exclusivamente à produção artística para exposições.

Esteve representada em 3 edições da Feira internacional de Arte - ARCO, em Madrid e em 5 edições da Feira de Arte Internacional Arte Lisboa, Portugal. Tem vindo a expor em diferentes países, com destaque para Portugal, Brasil e Espanha.

Está representada por galerias da Associação Portuguesa de Galerias de Arte, APGA, onde tem vindo a colocar as suas obras em várias colecções privadas, quer em Portugal, Espanha, França, Holanda e Brasil.

Rute Pereira

Nasceu no Funchal – 1977

Estudos

Pintura e Escultura na Universidade da Madeira

Vive e trabalha no Funchal

O seu percurso é marcado essencialmente pela exploração dos mais variados materiais, como o vime e mais recentemente pelos feltros e a lã. Sentindo a necessidade de abordar a tridimensionalidade no âmbito da pintura e por sua vez a pintura no âmbito da escultura. Neste campo a sua visão é muito objectiva, porque considera que as duas vertentes proporcionam-lhe um “bem-estar criativo”, cuja exploração passa muitas vezes pela simbiose das duas vertentes artísticas, sendo imperativo essa “união”. Contudo é fundamental passar pela Instalação, segundo a artista é onde tudo se complementa.

A forte relação com a Natureza, quase como uma homenagem sem querer imitá-la nem representá-la mas sim evocá-la numa recriação que transgride a significação comum dos materiais em “Envolvências de Artes Plásticas” (2008). Os corpos que se expõem nus nessa Natureza são o anunciar de uma nova vida que germina novas sensações e onde os sentidos tornam-se cada vez mais sensíveis, deixando por vezes revelar uma identidade algo misteriosa, envolta em nuances e atmosferas, em “Aparências” (2005). Deixando-se levar por uma dormência visualmente poética que embala o corpo ao som de uma melodia em tons pérola, revelando a transparência e a suavidade de texturas. Descobrir… Explorar… é uma viagem íntima, fundamental ao crescimento enquanto artista. Em “Jardim Flutuante” (2009) a importância da aproximação a uma janela, logo, da luz natural e de todo o ambiente exterior, vem enaltecer a Natureza enquanto criadora de formas que germinam e crescem imponentes e vistosas, ao mesmo tempo que os corpos se (des)envolvem numa magia flutuante.

A pureza dos elementos formais, o ar quente da atmosfera e o trepidar das folhas ao caírem no chão molhado pelo orvalho dos corpos, embebidos no suor da criação, revelam uma Natureza aparentemente frágil mas vigorosa. Aqui a Vida faz todo o sentido, o masculino e o feminino fundem-se num só corpo, como as cores numa paleta suja de tinta.

Texto da artista plástica Tânia Pereira

Daniela Ribeiro

Nasceu em 1972 – Moçambique

Estudou

Curso de Design, Imagem e Criação por Computador, Portugal | 1993

Licenciatura em Relações Internacionais – Universidade Lusíada, Lisboa | 1998

Frequência do curso de pintura, Sociedade Naciona de Belas Artes, Lisboa | 2000

Curso de Escultura | Ar.Co | 2006

Vive e trabalha em Londres, Lisboa e Luanda

Especializa-se em Moldes de Resina e Silicone na escola Pascal Rosier, em Paris onde é convidada pelo Mestre Pascal Rosier a dar aulas em Lisboa.

Em 2009 expõe em Angola a convite da Fundação Sindika Dokolo com a obra: “A Unicidade do Tempo”. Em 2010 é convidada a expor no Museu das Comunicações em Lisboa com o seu mais recente trabalho: Olho Biónico |Ensaio de Comunicação.

O projecto composto por 17 obras( Olhos), e segundo a artista : “é uma interpretação de uma tendência evolutiva da comunicação, integra componentes electrónicos de cerca de 2000 telémoveis tratando-se de uma fusão entre fotografia e tecnologia: “ (…) o contexto actual permitiu-me deduzir que com o domínio da biónica , da nanotécnologia e ainda com o conhecimento do cérebro, num curto espaço de tempo, permitir-nos-á, estarmos todos ligados pelos olhos (…) apresento os olhos biónicos, como objecto de reflexão sobre as estruturas organizacionais humanas e a evolução das telecomunicações , ficando assim registada a minha sensibilidade aos factores de mudança que estão a ocorrer na sociedade actual

Expõe individualmente desde 2002, em diversos espaços, dos quais destacamos: Espaço Correa e Terenas, em 2004 ; Galeria do Centro Cultural de Ermesinde e na Galeria da Ordem dos Engenheiros, Lisboa, 2005; na Galeria Arte Dose; participa na Feira Art Madrid no stand da Galeria António em 2006 e participa na ARTE LISBOA e ARTE MADRID, em 2008. Participa na II Trienal de Luanda de 2010.

Felipe Dulzaides

Nasceu em 1965 – Havana - Cuba

Estudou

MFA, New Genres, San Francisco Art Institute, California, USA, 2001

BFA, Theater, Instituto Superior de Arte, Havana, Cuba, 1989

Vive e trabalha entre Havana, São Francisco e Roma

O trabalho de Felipe Dulzaides transporta-nos para múltiplas relações poéticas com todas as áreas da nossa existência. Muitas vezes aborda experiências autobiográficas fazendo desaparecer a linha entre a arte e a vida. Durante os últimos dez anos, Dulzaides desenvolve um processo interdisciplinar orientado para corpo de trabalho, incluindo técnicas e formas que vão desde o vídeo, instalação, fotografia e arte conceptual, tendo como base da sua apresentação, projectos de carácter público. Estes trabalhos analisam temas como a identidade política, a arquitectura e como estas moldam as nossas respostas emocionais em relação à percepção de um contexto e da relação entre ideologia e outros temas .

Dulzaides é o destinatário de muitos prémios de prestígio, incluindo o Clube Cintas, Matéria e Arte de 2010 Rome Prize. Seu trabalho tem sido amplamente exposto em galerias de arte contemporânea, museus e bienais, incluindo Gwangju bienal de 2008, a última Bienal de Havana e da Fundação de Graham. Dulzaides é oriundo de uma família de prestigiados escritores e músicos cubanos, sendo seu pai, um pianista de Jazz conhecido de Cuba. Felipe divide principalmente seu tempo entre Havana e São Francisco.

Kimiko Yoshida

Nasceu em 1963 – Tokyo – Japão

Estudou

B. A., Chuo University, Tokyo, Japan (1986)

Tokyo College of Photography, Japan (1995)

École nationale supérieure de la photographie, Arles, France (1996)

Studio national des arts contemporains-Le Fresnoy, France (1999)

Vive e trabalha em Paris

«A arte é, acima de tudo a experiência da transformação. A transformação é, parece-me, o valor final da obra. Meus auto-retratos, ou o que leva a essa designação, tornou-se num espaço de mutação e metamorfose. A única razão de ser da arte é apenas transformar o que a arte pode transformar. Tudo o que não seja eu, é isso que me interessa. Para estar lá, onde eu acho que não sou, quando desaparecem, eu acho que sou eu, e é isso o que importa.

«Monocromia é uma metáfora do confronto e do desaparecimento, uma marca da virtualidade e anseio, da intangibilidade de infinitude. Monocromática é uma figura pura de duração em que todas as imagens e toda a narrativa são dissolvidas. Aqui, antes da cor do infinito, o olhar é exposto à infinitude do tempo. Esta representação paradoxal é apresentada de cada vez como uma impossibilidade, uma impotência, e uma precariedade. É neste sentido de incompletude que dá a ideia de um rigoroso tempo no espaço, podem ser localizadas irrepresentávelmente, a ideia de um espaço além da imagem em que a representação excede o local de representação. »

Duarte Encarnação

Nasceu em 1975 – Funchal

Estudou

Artes Plásticas | Escultura – Departamento de Arte e Design / Uma, 2001

Diploma de Estudos Avançados (DEA) – Acultad de Bellas Artes de San Carlos | UPV, Espanha.

Doutorando no Departamento de Escultura, Universidad Politécnica de Valencia,

Espanha, com a tese “Expansiones del híbrido escultura / arquitectura:

Cartografías de un Arch – Art como respuesta al arte público crítico"

Vive e trabalha no Funchal

Obtém uma bolsa de mobilidade pelo MECD, Espanha, 2003. É Docente no centro de Competências de Artes e Humanidades | Uma.

Entre 1997 e 2008 tem vindo a realizar várias colectivas em Portugal e no estrangeiro entre as quais destaca “ XXXI Prémio Bancaixa ( Arte Digital)”, IVAM, 2003. È-lhe atribuído o 1º prémio aquisição/ex-aequo Escultura, Casa das Mudas, 1999. Em 2007 participa na colectiva “ ração para animais”, MAC Funchal, onde se destacou a modo de ensaio o “laboratório de Habitáculos”, caracterizado pela relação corpo, arquitectura e mecanização.

João Moniz

Nasceu em 1949 – Lisboa


Estudou

Escola de Artes Decorativas António Arroio

École nationale Supérieure des Beaux Arts de Paris

Vive e trabalha entre Lisboa e Paris

Referindo-se à obra de João Moniz, António Baptista Pereira considera: "Estamos perante uma identidade artística que se define intrinsecamente por sempre a mesma e ser sempre outra, ou seja, perante as mil faces de um rosto, sempre o mesmo e sempre outro, tal como nas orientais estelas dos mil budas, mas também perante a análoga identidade fugidia da Pintura, ela própria sempre a mesma e sempre outra, oscilando entre o eterno e o infinito da Ideia e a variação e o contingente do Existir".

Com mais de 50 exposições individuais, desde o início dos anos 70, nas mais conceituadas galerias e centros culturais, nacionais e da Europa (Centro Cultural Português – Fundação Gulbenkian, Paris; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Maison de da Culture da la Rochelle, França; Instituto Camões, Paris; Galeria In Zwinger, Alemanha; Galerias Quadrum, R75, 111 e António Prates, Lisboa; UNESCO, Paris; Centro Cultural de Cascais - Fundação D. Luís I, entre outros), João Moniz tem também marcado presença a Oriente, nomeadamente em Macau (Casa Garden - Fundação Oriente e Leal Senado), e Hong Kong (Arts Center), para além contar com a participação em cerca de 60 exposições colectivas.

Está representado em numerosas colecções em Portugal, Europa, Estados Unidos e Ásia.

João Fonte Santa


Nasceu em 1965 – Évora

Estudou

Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa

Vive e trabalha em Lisboa

João Fonte Santa, é hoje um artista de relevo no panorama da pintura, da ilustração e da BD contemporâneas, colaborando frequentemente como ilustrador em diversas publicações nacionais e estrangeiras, além de dedicar-se também ao comissariado de exposições de Arte Contemporânea.

Segundo o artista, o trabalho apresentado no projecto Lonarte 10: Travessa Das Almas, “ trata-se de uma colagem feita a partir de uma pintura original, com o mesmo titulo do ano 2000, da série " The Underground Sites Of Lisbon - O Aprendiz Preguiçoso " . Esta série trata-se de um retrato autobiográfico, sustentado por uma estrutura narrativa e um conjunto de parafernália memorabilística, inserida num discurso plástico que engloba em si germes da chamada cultura de massas. Neste sentido, esta obra enquadra-se tematicamente em torno da persistência da memória e da sua importância enquanto fenómeno de construção social e politica, processo de mais valia que se opõe à regragem coerciva a que o individuo se encontra sujeito ao longo de todo o processo iniciático de aceitação social, daí que enfoque prioritariamente o desajustamento e a inadaptação como forma desajeitada de procura.”

Lisbeth Moe Nilsen


Nasceu em 1980– Oslo – Noruega

Estudou
Maumaus Escola da Artes Visuais, Lisboa | 2009 - 2010
BA (Honours) Fine Art, University College for the Creative Arts at Canterbury, Kent, England | 2005 - 2008
DTK Institute of Fine Art, Haslum, Norway | 2000 - 2004

Vive e trabalha em Lisboa

Meu processo de trabalho envolve a exploração nas propriedades físicas e psicológicas da linha, forma e material. A simples linha ou o ponto, que são o fundamento do processo de obras, funciona como uma conexão entre a mente, a mão e o material.
Cores limitadas ou não-cores, materiais naturais e formas simples são usadas para expressar a complexidade dos pensamentos e emoções. "Como pode um estado emocional se tornar uma experiência visual?" Como fazer a visita invisível? 'São as perguntas que formaram o pensamento em torno de minha prática, trabalhando com a captação de pensamentos e sentimentos transformando-os em linhas e formas.
Sand Walk (2010) é a sombra de uma acção realizada num determinado momento, um sinal de um caminho, traços que muitas vezes são deixados despercebidos. Este desenho é inspirado pelos elementos da areia e pelas muitas formações das areias. Que não é singular para a areia, mas para a vida em geral. Em breve uma nova formação terá lugar e o que se vê será a verdade. Tudo tem uma forma - uma forma em movimento, que muda dependendo do olhar de quem vê.
O tempo é um elemento importante no meu trabalho. O trabalho tem o seu próprio pulso e ritmo, que é criado num determinado período de tempo. A expressão está tomando forma no processo - diálogo com o material físico, o abstracto com a ideia. O processo de pensamento ou movimento mental no processo, revela-se através da sensibilidade ou da intensidade da linha, da forma ou da superfície.
A técnica é essencialmente subordinada à ideia, mas ao mesmo tempo, uma importante ferramenta para a criação do produto acabado. A relação entre a linha e a forma, entre o pensamento dentro e fora, entre o abstracto e o concreto, entre os meios de comunicação, são fundamentais para o meu trabalho. Assim a criação final das obras não são por si só a obra de arte, mas também a ideia de processo e de reflexão do artista.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

João Francisco

Nasceu em 1984 – Torres Vedras

Estudos Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura na Faculdade de Belas Artes da

Universidade de Lisboa

Vive e trabalha em Torres Vedras

Na criação artística de João Francisco, tudo anda à volta da natureza-morta, das coisas que diariamente observa e da sua forma de representá-las. Podem ser objectos ou fragmentos, acumulações e disposições ordenadas, representações de objectos e de imagens estas últimas, muitas vezes com referências e citações da história da pintura: com exemplo o auto-retrato de Gauguin, mas não parece tratar-se tão somente da vontade de fabricar puzzles com sugestões de erudição - a ironia, a auto-ironia estão muito presentes. Há também uma clara referencia a obras de Mário Eloy .

Utiliza técnicas como o desenho a grafite, acrílico sobre papel, óleo sobre tela e apresenta temáticas tão dispares tais como: uma imprevista bomba insecticida, o/os ténis, ossos, cartas de jogar, brinquedos ou bonecos de peluche, uma casca de banana ou um morango, etc.

Uma muito ágil circulação entre a história da pintura e a banda desenhada. Estes são objectos vistos, escolhidos e encenados, recordados e apropriados, e são também imagens desenhadas, por onde se tomam liberdades com "o natural", instabilizando o destino da representação e a razão de ser desse lugar de ilusões onde se recria ou cria o que se mostra. Entre o humor e o enigma, sem finalidade.

Bruno Corte

Nasceu em 1974 – Funchal

Estudos Licenciatura em Pintura pela Universidade da Madeira

Ilustração na AR.CO

Vive e trabalha entre Lisboa

Começou a expor em 1998. Em 2001 vence o primeiro prémio do II Concurso Regional de artes Plásticas, na Casa das Mudas, Ilha da Madeira com Landscape Study e em 2003 vence o segundo prémio no mesmo concurso. Foi seleccionado em 2003 para o III Prémio de Escultura City Desk, no Centro Cultural de Cascais, onde apresentou a peça Guarda-Folhas. Em 2008 vence uma Bolsa de viagem ao Japão atribuída pela Bienal de Cerveira de modo a prosseguir com um projecto de pesquisa em torno da paisagem, um tema, diga-se, que tem vindo a ser pesquisado e explorado de diversas formas, quer na pintura, instalação e mais recentemente com a fotografia. A utilização de espaços fechados para a realização de plantações e uma evidente reinterpretação da natureza têm sido aspectos relevantes no seu trabalho, onde se destaca Landscape Room, Teatro Municipal, Funchal, em 2002 e Private Underground, Museu de Arte Contemporânea, Funchal, em 2003. A apropriação e posterior utilização e acumulação de diversos elementos da natureza, tais como folhas, flores, ramos de árvores e plantas tem sido outra predominância, por vezes associados a objectos de jardinagem, Me and my nature, Casa da Cultura de Santa Cruz, 2002; Sementes e outras naturezas, Galeria Serpente, Porto, 2004; Chlorophyll room, Museu de Arte Contemporânea, Funchal, 2007 e Herbarium, galeria Serpente, Porto, 2009, onde apresentou uma serie de folhas e flores recolhidas entre 1999 e 2009 são exemplos. Neste momento a sua pesquisa artística abarca principalmente a fotografia. Uma nova abordagem da paisagem tem marcado o seu trabalho, tanto no que se refere à transitoriedade e exploração do espaço enquanto reprodução sazonal quer de um ponto de vista vivencial onde é destacada a intervenção do homem. A analogia entre o homem, a natureza e o próprio artista, assim como uma nova interpretação e disposição do tempo natural das estações do ano, das intempéries e do crescimento das plantas são alguns critérios a destacar nesta observação, in loco ou à distância, metódica e quase minimalista. Tem exposto regularmente na Galeria Serpente, no Porto.

Constantino Morosin

Nasceu em 1950 – Veneza

Estudou Licenciatura em Cenografia pela Academia de Belas artes de Veneza - 1975.

Vive e trabalha em Calcata – Itália

Costantino Anacleto Morosin, de origem veneziana , vive e trabalha em Calcata, uma aldeia muito antiga, cinquenta quilómteros a norte de Roma, que juntamente com outros artistas fez renascer com a criatividade.

Pintor, escultor, com interesse pela antropologia, evolução das linguagens e tecnologias, co-fundador do Museo de Arte na Natureza - a ” Opera Bosco”, de 2002 tem vindo a desenvolver o projecto “SIGNA”, onde cria obras de arte com uma nova concepção que trazem à esfera do comportamento simbólico, criativo, artístico, instrumentos e tecnologias por satélite, que até então permaneciam no âmbito da utilidade.